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TikTok pode enfrentar novas proibições nos EUA após relato de espionagem a jornalistas

O TikTok está enfrentando proibições nos EUA, após descoberta de que a empresa controladora, ByteDance, espionava vários jornalistas do país e assim obteve acesso a informações comercialmente confidenciais.

“Durante o verão, quatro funcionários da equipe de auditoria interna da ByteDance se dedicaram ao compartilhamento de informações internas com jornalistas. Dois funcionários nos EUA e dois na China obtiveram acesso aos endereços IP e outros dados pessoais da jornalista do FT, Cristina Criddle, para saber se ela estava próxima de algum funcionário da ByteDance, disse a empresa” – relatou o Financial Times (FT), que também informou que um jornalista do BuzzFeed e vários usuários conectados aos repórteres por meio de suas contas no TikTok também foram alvo da investigação da ByteDance.

Essa é uma clara violação da privacidade do usuário, vai contra a liberdade de imprensa e vai na direção oposta das muitas declarações públicas que o TikTok fez, sobre como sua equipe chinesa acessa as informações dos usuários dos EUA – a plataforma prometeu repetidamente que as informações dos usuários estado-unidenses não são compartilhadas com funcionários da China.

O TikTok está, há meses, em negociação com as autoridades dos Estados Unidos para estabelecer um acordo de dados no país. No final de 2022 havia sido informado que a empresa gastou mais de US$ 1,5 bilhão em reorganização e contratação de esforços para lidar com as principais preocupações. Entretanto, com as revelações de que o TikTok foi efetivamente usado como um dispositivo de espionagem, especialistas consideram que essas disposições podem ser descartadas e a plataforma agora deve buscar uma venda total para um domínio nos EUA ou enfrentar uma proibição na região (o que provavelmente também desencadearia proibições subsequentes em outras nações ocidentais).

De qualquer forma, a descoberta solidifica as preocupações sobre o aplicativo e pode trazer de volta as negociações para a operação contínua do TikTok nos Estados Unidos, que o ex-presidente Donald Trump fez em 2020 – ainda mais porque as tensões EUA-China permanecem altas.

Além disso, o caso basicamente prova que o TikTok pode ser usado como uma forma de spyware, uma abordagem que é incompatível com quase todas as regiões onde o TikTok opera. Parece bastante improvável que reguladores estrangeiros apenas ignorem a questão, mas ainda há espaço para mudanças, para manter o aplicativo em execução.

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