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É possível aliar a inteligência artificial e processo criativo?

Será que existe algum jeito de aliar inteligência artificial e processo criativo? Confira nossas dicas para ter sucesso nessa missão!

O processo criativo é parte fundamental do trabalho de profissionais que lidam com o marketing de conteúdo.

Com a chegada de novas tecnologias, muito tem se discutido o quanto as ferramentas de inteligência artificial podem participar desse processo.

Isso envolve reconhecer tanto os limites quanto os perigos da utilização desses recursos, quando não são aplicados de forma consciente e responsável, sem perder de vista os benefícios que essa tecnologia pode trazer.

Assim, nesse novo cenário que se forma em diversos ramos, principalmente no marketing, é preciso refletir sobre essas questões e entender melhor em que terreno estamos pisando.

Pensando nisso, preparamos esse conteúdo sobre como aliar inteligência artificial e processo criativo em uma estratégia eficiente. Confira!

Aspectos em que o processo criativo humano sai na frente da inteligência artificial

Com a chegada de novas ferramentas que ganharam fama recentemente, como é o caso do ChatGPT, pode parecer que a inteligência artificial é uma tecnologia nova.

No entanto, ao olharmos para a história desse tipo de recurso, podemos encontrar os primeiros passos para o seu desenvolvimento lá na década de 1950.

A ideia, de modo geral, era criar uma tecnologia que simulasse atividades essencialmente humanas, como pensar e solucionar problemas.

É claro que, desde então, a ciência obteve muitos avanços e criou ferramentas incríveis, que ainda deixam muita gente de queixo caído com todo o seu potencial.

Por outro lado, existem elementos humanos que a tecnologia ainda não consegue reproduzir, o que gera limites para a participação da inteligência artificial no processo criativo.

Confira alguns dos aspectos em que essas ferramentas não conseguiram ultrapassar os seres humanos:

Emoções, opiniões e autenticidade

Aqui vai um dos traços humanos que a tecnologia ainda não conseguiu simular: as emoções.

Em um primeiro momento, esse pode não parecer um elemento tão central para o processo criativo, mas a capacidade de nos conectarmos com o leitor, antecipando suas emoções, é justamente o que dá vida a um conteúdo.

Explorar os receios e as vontades dos indivíduos é o que permite a um profissional elaborar um conteúdo que realmente gere um impacto nas pessoas, o que só pode ser alcançado por alguém capaz de se conectar com esse aspecto emocional.

O mesmo se aplica às opiniões e à autenticidade, que, assim como os sentimentos, são de ordem individual e fazem parte da forma como os seres humanos se relacionam com o mundo em que vivem.

Esses são os traços que fazem a diferença entre um conteúdo genérico e aqueles que realmente chegam ao leitor, tocando-o de alguma forma, criando um vínculo que faz com que o material produzido alcance o seu objetivo.

Apesar de tantos avanços, essa é uma capacidade que a tecnologia não pôde desenvolver.

Finalidade

A finalidade do conteúdo produzido também é um ponto bastante importante do processo criativo, já que isso é o que guia as escolhas do profissional ao elaborar qualquer tipo de material.

Seja um vídeo para o TikTok ou post para um blog, na hora de dar vida a eles, é preciso entender o que se deseja alcançar por meio dessa estratégia, quais efeitos queremos gerar no público e para onde queremos conduzi-lo.

Apesar de poder gerar materiais coesos e com um bom volume de informações, a inteligência artificial ainda não é capaz de aplicar esse olhar estratégico, que exige uma compreensão mais abrangente do contexto em que um determinado conteúdo é produzido.

Compreensão contextual

Saber a finalidade de um conteúdo e direcionar o processo criativo para cumpri-lo é uma tarefa que está muito atrelada à compreensão contextual do profissional.

É preciso compreender de forma abrangente o contexto de produção, incluindo os objetivos a serem cumpridos, a linguagem utilizada, as pessoas a quem o material se direciona, qual imagem se deseja criar para a marca, entre uma série de outros elementos.

Desenvolver essa visão completa do cenário de criação não é algo tão simples e está muito relacionado à capacidade humana de compreender as nuances de diferentes situações, adequando estratégias para se adequar a diferentes realidades.

Criatividade e qualidade

Por fim, não podemos falar de processo criativo sem mencionar ela: a criatividade!

Essa característica inerentemente humana é o que permite a criação de conteúdos originais, únicos e que carreguem consigo um pouco da identidade de cada marca, fazendo com que ela se distingua das demais.

Afinal, um dos elementos fundamentais para estimular a criatividade é reunir experiências, emoções e perspectivas que ajudem a criar um repertório mais amplo de inspirações para a sua própria criação.

A inteligência artificial não funciona dessa forma, já que os conteúdos produzidos são formados a partir de dados treinados e outros textos já conhecidos, em uma espécie de “colagem” feita a partir daquilo que já existe.

Vale lembrar também que o ser humano conta com a vantagem de poder investir no seu aprendizado, incorporando na rotina práticas que ajudem a estimular a criatividade, para alcançar resultados melhores no trabalho de criação.

Já as ferramentas tecnológicas aprendem somente de acordo com aquilo que seus algoritmos permitem.

Esses são fatores que interferem diretamente na qualidade daquilo que é produzido. Os textos gerados, por exemplo, podem ser coerentes, mas também correm o risco de serem muito rasos ou até mesmo de conterem informações pouco precisas, interferindo na qualidade do produto final.

Maneiras que a inteligência artificial pode ser uma aliada ao processo criativo

Ter consciência dos limites da inteligência artificial é um passo importante para entender melhor as possibilidades que esse tipo de ferramenta apresenta.

Assim, apesar de ser necessário reconhecer as limitações dessas tecnologias, isso também ajuda a entender melhor de que outras maneiras elas podem auxiliar no seu processo criativo, já que muitos outros elementos podem ajudar a torná-lo mais eficaz, estratégico e produtivo.

Confira algumas funcionalidades que fazem da inteligência artificial uma ótima aliada para os seus processos de criação:

Análise e otimização de dados 

A criatividade pode ser encarada como uma característica individual, que cada pessoa deve desenvolver em sua própria personalidade e comportamento, mas é preciso lembrar que esse também é um traço estratégico do perfil de um profissional.

Nesse sentido, ter a capacidade de desenvolver ideias inovadoras, pensar fora da caixa e encontrar caminhos mais interessantes para a produção de um conteúdo depende de inspiração e experiências próprias, mas também de conhecimento.

No caso do marketing de conteúdo, por exemplo, contar com uma boa análise de dados é o que faz a diferença na forma como um material é elaborado.

Dessa forma, as ferramentas de inteligência artificial são aliadas importantes na hora de obter informações sobre um determinado mercado, sobre o comportamento dos usuários do ambiente digital e do público-alvo de uma marca específica.

Afinal, esse tipo de tecnologia permite não apenas o acesso aos dados, mas uma análise completa desse conjunto de informações, o que faz toda a diferença na hora de elaborar uma estratégia e garantir que o seu conteúdo obtenha os resultados esperados.

Além disso, esses dados também podem indicar novas tendências no ramo e apontar caminhos inovadores para que o profissional se mantenha atualizado, investindo sempre em estratégias mais alinhadas ao cenário atual.

Estabelece redes neurais gerativas

Você já ouviu falar nas redes neurais gerativas? Elas são algoritmos criados para diferentes finalidades, inclusive para algumas que podem auxiliar na sua produção de conteúdo.

Baseadas em exemplos fornecidos pelo usuário, essas ferramentas elaboram novos materiais em diferentes formatos, incluindo imagens, vídeos e textos, que podem ser uma boa inspiração para dar início ao processo criativo.

Vale ressaltar que esses materiais podem apresentar alguns problemas em relação ao que o usuário deseja, de fato. 

Ainda assim, esse é um bom jeito de dar aquele pontapé inicial na produção, principalmente nas horas em que o bloqueio criativo aparece para dificultar a vida dos profissionais que trabalham com criação.

Cria sistemas de recomendação

Outro uso bastante recorrente desse tipo de tecnologia são os sistemas de recomendação.

Como usuário do espaço digital, você já deve ter se deparado com alguma recomendação feita por plataformas como o Instagram ou o próprio Google, certo?

Esses algoritmos trabalham com um mapeamento de dados que permite compreender o comportamento e os interesses dos usuários.

Dessa forma, é possível indicar produtos, serviços e conteúdos voltados para o público no qual ele se insere.

Esse é o princípio geral desse tipo de ferramenta, que também pode ser utilizada para gerar ideias para a criação de campanhas publicitárias, por exemplo, sempre tendo em mente a importância de utilizar esses recursos com muita responsabilidade.

Gera títulos e cabeçalhos

Quem trabalha com a criatividade sabe: às vezes, não tem jeito de evitar o tal do bloqueio criativo.

Esse tipo de situação é bastante comum, principalmente quando grande parte da nossa energia é investida na produção de um material muito longo ou denso, dificultando a criação de novas ideias a partir de um certo ponto.

Por isso, para quem adota o método de começar o processo criativo por aquilo que é mais difícil, como a pesquisa sobre um determinado assunto ou a escrita de uma parte mais complexa do conteúdo, finalizar o material pode ser algo difícil.

A inteligência artificial pode ser uma ótima ajuda nesses momentos, principalmente para gerar aquelas partes de um texto que não são tão densas em conteúdo, mas que são igualmente importantes para o sucesso da estratégia: os títulos e os cabeçalhos, ou tópicos.

Legendas, descrições de imagem, meta-descrições de blog e CTAs também são alguns exemplos de pontos em que essas ferramentas podem ser úteis, sem comprometer a originalidade e a qualidade da sua produção.

Assim, depois de já ter finalizado o seu conteúdo, não há mal nenhum em pedir uma mãozinha para uma ferramenta de inteligência artificial, para que ela gere um bom título para o seu texto.

Ainda pode ser preciso fazer alguma alteração, trocando algum termo, por exemplo, para que tudo fique do jeito que você prefere, mas ainda assim é bem útil já ter um ponto de partida.

Formula ideias para brainstorming

As técnicas de brainstorming são um ótimo jeito de driblar os bloqueios criativos e colocar a mente para funcionar, procurando novos insights em meio a essa “tempestade de ideias”.

Seja de forma individual ou em um grupo de pessoas, esse método pode levar a bons caminhos e soluções inovadoras, a partir de uma dinâmica simples e muito baseada na espontaneidade.

Ainda assim, na hora de realizar o brainstorming, alguns profissionais têm bastante dificuldade em dar as primeiras sugestões, antes de a dinâmica começar a fluir, o que pode tornar o processo todo mais lento e menos produtivo.

Por isso, a inteligência artificial pode ser um bom recurso para ter algumas ideias iniciais, que despertarão diferentes opiniões e sugestões entre as pessoas, deixando tudo muito mais fluido e eficiente.

Ao utilizar a inteligência artificial, não se esqueça de tomar alguns cuidados

Até o momento, já falamos das limitações e das possibilidades que a inteligência artificial traz consigo para o processo criativo.

Para finalizar com chave de ouro, também é importante ter em mente alguns cuidados a serem tomados durante a aplicação desse recurso à criação de um conteúdo. Confira:

Realize a edição e checagem de fatos

Muitas pessoas se encantam com a grande quantidade de informações que as inteligências artificiais conseguem reunir ao produzir um texto, já que possuem acesso a inúmeros bancos de dados.

No entanto, é preciso tomar cuidado com isso. Afinal, ao acessar todas essas fontes, não há um critério de seleção para as informações que são incluídas no conteúdo.

Assim, além de realizar uma última revisão e edição, também é importante checar os fatos mencionados e filtrar aquilo que está sendo apresentado, para evitar problemas após a publicação do conteúdo.

Verifique a originalidade e chances de plágio

Lembra de quando falamos que esse tipo de tecnologia gera novos textos a partir de outros já conhecidos por ela?

Pois bem, esse também é um ponto ao qual vale prestar atenção.

Afinal de contas, se o resultado final estiver muito próximo daquilo que o inspirou, os autores do conteúdo original podem alegar plágio.

Os criadores dessas ferramentas apresentam argumentos que ajudam a demonstrar que não se trata de uma cópia direta das fontes, mas, ainda assim, esse é um estresse que ninguém quer ter ao longo do seu processo de criação.

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Em resumo: ser criativo não é lá a coisa mais fácil do mundo, né? É por isso mesmo que estamos sempre à procura de recursos que deem uma mãozinha nessa tarefa, ajudando a produzir conteúdos melhores e mais estratégicos.

E, para quem trabalha com isso, não é exagero afirmar que os melhores recursos disponíveis são o conhecimento e a prática.

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